Que mídia é esta ? Será que divulgar a selvageria todos os dias, cobrir incansavelmente um sequestro com milhares de câmeras e microfones, helicópteros voando baixo; mostrar ao povo quase que exclusivamente notícias de violência, de barbárie é um jornalismo íntegro ou apelativo ?Hoje em dia, programas sensacionalistas que possuem um apresentador tido como o ''salvador da pátria'', o ''acolhedor dos pobrezinhos e necessitados'' são muito comuns na televisão brasileira e alcançam números surpreendentes de audiência. Os ''Datenas'' da vida, em suma, ganham o pão de cada dia transmitando a desgraça dos dias atuais aos milhões de lares por todo o Brasil. Já não basta ter que viver com medo em casa, agora tem que ter isso escancarado na televisão todo santo o dia com o mesmo babaca fazendo seu ''teatrinho''?
Na minha modesta opinião, quando um sequestrador, um meliante está cercado de ''flashs'', aparecendo em todos os canais de TV o dia inteiro, ele com certeza, não vai querer acab
ar com isso. Ele se sentirá um galã da novela das 8 ou um participante do Big Brother. Muito difícil entender isso ?Eu respeito que o papel da imprensa é informar,tanto as notícias agradáveis quanto as desagradáveis, mas usar a violência, o caos urbano para sensibilizar, manipular a população, garantindo assim, alguns pontos no IBOPE, está errado. Muito errado. Espero que um dia, essa conjutura mude, mas não porque esses programas saíram da programação por motivos internos da rede de televisão em questão, mas porque o povo boicotou, percebeu que estava assistindo uma imprensa arrogante, oportunista, que se acha a ''dona'' da verdade.
Pra quem não sabe, a apresentadora da RedeTV! Sonia Abrão se achou no direito de telefonar para Lindemberg durante o fatídico sequestro da menina Eloá. E parece que não ajudou muito,não é ? Será que ela achou que além de jornalista(será que ela é mesmo?) é negociadora da polícia ?
Enfim, eu acredito que necessita-se de mais cautela, mais prudência da imprensa quando for noticiar ''cinematograficamente'' casos tão graves. É necessário também que os vilões da história não sejam tão focados, isso só os atiçam mais. E que a disputa pela notícia não seja tão maçante para o público, foram intermináveis e extremamente cansativas as semanas que sucederam os casos da Isabella Nardoni e da Eloá.
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